Nihilus
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Sua aparência física permanece velada sob uma miríade de tecidos negros, gastos, velhos e imundos, que envolvem seu ser da cabeça aos pés, recusando-se a revelar qualquer vestígio de mãos ou rosto.
Nihilus, como é conhecido, atravessa o deserto silencioso de céu pálido com passos deliberadamente lentos e serenos, como se possuísse o dom do tempo infinito. Seus pés não perturbam as areias brancas, não deixando rastro algum em seu rastro.
Neste deserto de silêncio absoluto, nenhum som emana dos tecidos que o envolvem, e o batimento de seu coração e a respiração se perdem na quietude. Ao cruzar com uma alma errante, Nihilus recita poemas em sua voz profunda e melódica, uma serenata que acalma a alma mais atormentada.
No coração deste desolador reino, ergue-se um palácio sombrio, o domínio de Nihilus. O palácio, em contraste com o deserto circundante, é uma manifestação de grandiosidade, com suas torres e cúpulas escuras que perfuram o céu pálido, como se desafiassem o próprio vazio.
Este é o lar do andarilho, onde ele se retira em silêncio e solidão.Mas a história de Nihilus começou muito distante desse palácio. Ele nasceu como uma criança nômade em uma tribo chamada Os'Ahran, cujas tendas pontuavam o deserto, e cuja sobrevivência dependia da habilidade de navegar pelas dunas imprevisíveis.
No entanto, a vida tranquila de sua tribo foi interrompida quando ele foi raptado por uma antiga e enigmática seita conhecida como os Devoradores de Esperança. Sua infância terminou abruptamente, pois ele foi escravizado e forçado a caçar pessoas perdidas no deserto, cujas histórias de desespero eram consumidas pelos Devoradores para fortalecer sua própria existência.
A busca por pessoas perdidas nas areias traiçoeiras de um lugar chamado Névoa da Perdição era uma tarefa perigosa, e Nihilus a realizava sem hesitação.
O treinamento brutal e o convívio com as almas torturadas por ele moldaram-o em um instrumento implacável. Mesmo após sua fuga dos Devoradores, Nihilus não encontrou paz, pois agora ele vaga eternamente, continuando a atividade de sua infância, uma busca interminável por almas perdida
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